quinta-feira, 13 de junho de 2013


Reunião Grupo de Estudos  - 16 de maio de 2013

Ubiquidade e Práticas Profissionais

Apresentação: Aline Mello e Bruna Goss
Relato: Liana Gross Furini

No dia 16 de maio de 2013, quinta-feira, o grupo de estudos do Ubitec teve uma reunião envolvendo a apresentação de textos com a temática “Ubiquidade e Práticas Profissionais”. Os textos apresentados foram “The Future ofJournalism: Networked Journalism”, de Bregtje Van Der Haak, Michael Parks e Manuel Castells, apresentado por Aline Mello, e  “Notícias e Mobilidade: Jornalismo na era dos Dispositivos Móveis” de João Canavilhas, apresentado pela Bruna Goss.

No texto apresentado pela Aline, os autores defendem que, ao contrário do fim do jornalismo, as novas tecnologias proporcionadas pela organização da sociedade em rede, permitem a produção de um jornalismo melhor. A crise não seria do jornalismo, e, sim, do modelo de negócio de mídias de massa como o jornal. Neste novo jornalismo, a função do jornalista muda. Com informações de múltiplas fontes ao acesso de todos, o jornalista terá que ser cada vez mais um profissional com alta capacidade analítica, e de organização em rede, além de saber contar histórias. Os autores apontam então como importante a especialização de cada jornalista em uma dessas tarefas, como a análise avançada de dados, para que estes papeis se complementem no jornalismo em rede.

O texto apresentado pela Bruna falava da produção de noticias para tablets e dispositivos móveis em geral. O autor acredita que a leitura feita em um dispositivo móvel é mais relaxada, com mais tempo, normalmente feita em um momento pós-expediente. Portanto, a produção das notícias para esse tipo de dispositivo vai pro lado do entretenimento. Isso configura a volta do horário vespertino das notícias, que são lançadas entre as 17h e 18h. A Bruna comentou que ainda existe pouca personalização das noticias para tablet, utilizando pouco o potencial do dispositivo. Em contrapartida, as notícias criadas com esse fim abusam da interatividade e da multimidialidade, tendo como base uma lógica das sensações, de que tudo precisa ser expandido. O Globo está usando esses recursos para transformar assuntos sérios em matérias interativas, visando o que eles chamam de “infotrenimento”. O jornalismo não é mais só texto, mas texto, vídeo, infográficos, e isso nos torna mais íntimos das notícias. A lógica das sensações prevê que a notícia não deve mais ser apenas lida, precisa ser experimentada.

O debate sobre os textos falou sobre o ponto de vista do jornalista, que vem mudando muito com as novas tecnologias, já que qualquer pessoa tem celular, tablet, computador, e pode dar o seu ponto de vista sobre qualquer assunto. Todo mundo se tornou produtor de conteúdo, e os canais tradicionais têm se apropriado de textos, vídeos e fotos de leitores e colocado no ar. Existe também algumas notícias que não precisam mais ser escritas por um jornalista: é só imputar os dados que o próprio computador a escreve. Dessa forma, o grupo conversou no sentido de que a própria formação do jornalista deve sofrer mudanças.


Os contratos de comunicação vêm se ampliando graças à materialidade. Muitos aspectos do material impresso estão sendo transpostos aos dispositivos móveis para manter essa materialidade, como a sensação de virar a página que os jornais mantém nos seus app's para mobile, tudo isso voltado à questão do consumo de experiência que se busca atualmente.

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