Reunião
Grupo de Estudos - 16 de maio de 2013
Ubiquidade e Práticas
Profissionais
Apresentação:
Aline Mello e Bruna Goss
Relato: Liana Gross Furini
No
dia 16 de maio de 2013, quinta-feira, o grupo de estudos do Ubitec teve uma
reunião envolvendo a apresentação de textos com a temática “Ubiquidade e
Práticas Profissionais”. Os textos apresentados foram “The Future ofJournalism: Networked Journalism”, de Bregtje Van Der Haak, Michael Parks e
Manuel Castells, apresentado por Aline Mello, e
“Notícias e Mobilidade: Jornalismo na era dos Dispositivos Móveis” de
João Canavilhas, apresentado pela Bruna Goss.
No
texto apresentado pela Aline, os autores defendem que, ao contrário do fim do
jornalismo, as novas tecnologias proporcionadas pela organização da sociedade
em rede, permitem a produção de um jornalismo melhor. A crise não seria do
jornalismo, e, sim, do modelo de negócio de mídias de massa como o jornal.
Neste novo jornalismo, a função do jornalista muda. Com informações de
múltiplas fontes ao acesso de todos, o jornalista terá que ser cada vez mais um
profissional com alta capacidade analítica, e de organização em rede, além de
saber contar histórias. Os autores apontam então como importante a
especialização de cada jornalista em uma dessas tarefas, como a análise
avançada de dados, para que estes papeis se complementem no jornalismo em rede.
O
texto apresentado pela Bruna falava da produção de noticias para tablets e
dispositivos móveis em geral. O autor acredita que a leitura feita em um
dispositivo móvel é mais relaxada, com mais tempo, normalmente feita em um
momento pós-expediente. Portanto, a produção das notícias para esse tipo de
dispositivo vai pro lado do entretenimento. Isso configura a volta do horário vespertino
das notícias, que são lançadas entre as 17h e 18h. A Bruna comentou que ainda
existe pouca personalização das noticias para tablet, utilizando pouco o
potencial do dispositivo. Em contrapartida, as notícias criadas com esse fim
abusam da interatividade e da multimidialidade, tendo como base uma lógica das
sensações, de que tudo precisa ser expandido. O Globo está usando esses
recursos para transformar assuntos sérios em matérias interativas, visando o
que eles chamam de “infotrenimento”. O jornalismo não é mais só texto, mas
texto, vídeo, infográficos, e isso nos torna mais íntimos das notícias. A lógica
das sensações prevê que a notícia não deve mais ser apenas lida, precisa ser
experimentada.
O
debate sobre os textos falou sobre o ponto de vista do jornalista, que vem
mudando muito com as novas tecnologias, já que qualquer pessoa tem celular,
tablet, computador, e pode dar o seu ponto de vista sobre qualquer assunto.
Todo mundo se tornou produtor de conteúdo, e os canais tradicionais têm se
apropriado de textos, vídeos e fotos de leitores e colocado no ar. Existe
também algumas notícias que não precisam mais ser escritas por um jornalista: é
só imputar os dados que o próprio computador a escreve. Dessa forma, o grupo
conversou no sentido de que a própria formação do jornalista deve sofrer
mudanças.
Os
contratos de comunicação vêm se ampliando graças à materialidade. Muitos
aspectos do material impresso estão sendo transpostos aos dispositivos móveis
para manter essa materialidade, como a sensação de virar a página que os
jornais mantém nos seus app's para mobile, tudo isso voltado à questão do
consumo de experiência que se busca atualmente.
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