terça-feira, 25 de junho de 2013

Reunião grupo de estudos 06 de junho

Narrativas digitais interativas

Apresentação: Juliano Dornelles
Relato: Aline Mello

A discussão da reunião foi em cima do texto Narrativas digitais interativas e o uso da tecnologia como narrador implícito, de Alexandre S. Kieling e do GT de Estudos de Televisão, apresentado pelo integrante do Ubitec, Juliano Dornelles. O texto trata das narrativas interativas e de sua evolução, e da alteração nos papeis narrativos do audiovisual. Com a produção de conteúdos ao alcance de todos, a grande mídia produz cada vez mais para o meio digital, se preocupando com narrativas transmídia. A rede também permite a criação de uma conversação, através de comentários de quem assiste ao conteúdo, que vai pautando os próximas narrativas, ajudando a construí-las. Além disso, com a internet, aumentou o interesse das pessoas em consumir individualidades, como é o caso visto em vídeos do Youtube de humoristas independentes, e como também é visível em programas de Reality Show, por exemplo. 

Comentamos também, que com a propagação dos sites de redes sociais, como Instagram e Foursquare, inseridas em um contexto de conexão ubíqua, criam-se ainda mais narrativas individuais, e a necessidade de 
compartilhar aspectos pessoais da vida privada, justamente alimentada pelas pessoas, que hoje tem interesse em consumir esse tipo de informação. A busca pelo fortalecimento do ego é percebido muito fortemente nas redes sociais. Foi lembrado então, na reunião, do livro de Paula Sibília, "O Show do Eu". Lembramos também das comunidades do Orkut, em que havia essa identificação entre as pessoas, que fazia com que o diálogo acontecesse. É a identificação que faz com que alguém tenha vontade de ler algo tão pessoal sobre outra pessoa.

Comentamos então que o tempo de uma narrativa digital funciona com uma lógica diferente, pois é dado em tempo real. Foi o que aconteceu nas redes sociais de pessoas que estavam na Boate Kiss, em Santa Maria, no dia do incêndio ocorrido em fevereiro. Diversas postaram fotos e comentários minutos antes do incêndio. Ao mesmo tempo em que as informações são em tempo real, são permanentes, e por isso, recebidas muitas vezes fora de contexto, deixando de fazer sentido. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013


Ubitec no XIV  Congresso Brasileiro de Comunicação na Região Sul -  Intercom Sul

Por: Liana Gross Furini




De 30 de maio a 01 de junho aconteceu o XIV Congresso Brasileiro de Comunicação na Região Sul, o Intercom Sul, que contou com pesquisadores e acadêmicos da comunicação dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A edição de 2013 do Intercom Sul aconteceu na Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc.

O encontro teve mais de 100 apresentações de trabalho nas áreas de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Comunicação Organizacional, Comunicação Audiovisual, Comunicação Multimídia, Interfaces Comunicacionais e Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

No dia 30/5 eu participei da Divisão Temática de Comunicação Audiovisual com a apresentação de um artigo intitulado Internet Como Meio de Acesso a Obras Cinematográficas por Canais Oficiais e Extra-oficiais: evidências da pirataria na circulação do filme Deixa Ela Entrar, criado por mim e por meu orientador, Professor Dr. Roberto Tietzmann.

Foto: Roberto Tietzmann

Segue resumo do artigo:

Desde a popularização da internet doméstica ela foi se tornando peça fundamental na divulgação de obras audiovisuais. Quando se trata de filmes fora do circuito pop, ela deixa de ser apenas meio de divulgação e passa a se tornar, também, meio de acesso a essas obras, já que elas não costumam fazer parte do acervo das lojas e locadoras. Esse trabalho tem como objeto de pesquisa o filme Deixa Ela Entrar, dirigido por Tomas Alfredson, e as janelas de circulação das obras cinematográficas no contexto contemporâneo, pautado pela facilidade de circulação de arquivos trazida pela Internet. Esse artigo faz parte de uma pesquisa de mestrado, na qual é proposta a criação de uma metodologia para delimitar os espaços e práticas da pirataria cinematográfica, determinando elementos que tornem possível verificar a circulação extraoficial de um filme na Internet.


O congresso foi muito produtivo. Além das participações nos DTs, assistimos à ótimas palestras e ficamos a par sobre as pesquisas que estão acontecendo no país.

Reunião Grupo de Estudos  - 16 de maio de 2013

Ubiquidade e Práticas Profissionais

Apresentação: Aline Mello e Bruna Goss
Relato: Liana Gross Furini

No dia 16 de maio de 2013, quinta-feira, o grupo de estudos do Ubitec teve uma reunião envolvendo a apresentação de textos com a temática “Ubiquidade e Práticas Profissionais”. Os textos apresentados foram “The Future ofJournalism: Networked Journalism”, de Bregtje Van Der Haak, Michael Parks e Manuel Castells, apresentado por Aline Mello, e  “Notícias e Mobilidade: Jornalismo na era dos Dispositivos Móveis” de João Canavilhas, apresentado pela Bruna Goss.

No texto apresentado pela Aline, os autores defendem que, ao contrário do fim do jornalismo, as novas tecnologias proporcionadas pela organização da sociedade em rede, permitem a produção de um jornalismo melhor. A crise não seria do jornalismo, e, sim, do modelo de negócio de mídias de massa como o jornal. Neste novo jornalismo, a função do jornalista muda. Com informações de múltiplas fontes ao acesso de todos, o jornalista terá que ser cada vez mais um profissional com alta capacidade analítica, e de organização em rede, além de saber contar histórias. Os autores apontam então como importante a especialização de cada jornalista em uma dessas tarefas, como a análise avançada de dados, para que estes papeis se complementem no jornalismo em rede.

O texto apresentado pela Bruna falava da produção de noticias para tablets e dispositivos móveis em geral. O autor acredita que a leitura feita em um dispositivo móvel é mais relaxada, com mais tempo, normalmente feita em um momento pós-expediente. Portanto, a produção das notícias para esse tipo de dispositivo vai pro lado do entretenimento. Isso configura a volta do horário vespertino das notícias, que são lançadas entre as 17h e 18h. A Bruna comentou que ainda existe pouca personalização das noticias para tablet, utilizando pouco o potencial do dispositivo. Em contrapartida, as notícias criadas com esse fim abusam da interatividade e da multimidialidade, tendo como base uma lógica das sensações, de que tudo precisa ser expandido. O Globo está usando esses recursos para transformar assuntos sérios em matérias interativas, visando o que eles chamam de “infotrenimento”. O jornalismo não é mais só texto, mas texto, vídeo, infográficos, e isso nos torna mais íntimos das notícias. A lógica das sensações prevê que a notícia não deve mais ser apenas lida, precisa ser experimentada.

O debate sobre os textos falou sobre o ponto de vista do jornalista, que vem mudando muito com as novas tecnologias, já que qualquer pessoa tem celular, tablet, computador, e pode dar o seu ponto de vista sobre qualquer assunto. Todo mundo se tornou produtor de conteúdo, e os canais tradicionais têm se apropriado de textos, vídeos e fotos de leitores e colocado no ar. Existe também algumas notícias que não precisam mais ser escritas por um jornalista: é só imputar os dados que o próprio computador a escreve. Dessa forma, o grupo conversou no sentido de que a própria formação do jornalista deve sofrer mudanças.


Os contratos de comunicação vêm se ampliando graças à materialidade. Muitos aspectos do material impresso estão sendo transpostos aos dispositivos móveis para manter essa materialidade, como a sensação de virar a página que os jornais mantém nos seus app's para mobile, tudo isso voltado à questão do consumo de experiência que se busca atualmente.